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Morre Sua Majestade a Rainha Fabíola da Bélgica



A Casa Real da Bélgica comunicou que Sua Majestade Real a Rainha-Viúva Fabíola da Bélgica (nascida Dona Fabíola de Mora y Aragón, dos Marqueses de Casa Riera e Condes de Mora), faleceu ao início desta tarde, aos 86 anos de vida.

Sua Majestade a Rainha Fabíola, viúva de Sua Majestade o Rei Balduíno I dos Belgas, nasceu na nobre família dos Marqueses de Casa Riera (Espanha), sendo a terceira filha de Dom Gonzalo de Mora y Fernández (1887—1957), Marquês de Casa Riera e 2.° Conde de Mora, e de sua esposa, dona Blanca de Aragón y Carrillo de Albornoz. Entre seus irmãos está o ator Jaime de Mora y Aragón (1925-1995). Sua madrinha foi Vitória Eugénia de Battenberg, rainha consorte da Espanha.

Antes de seu casamento, Fabíola publicou doze contos de fadas, Los doce Cuentos maravillosos, dos quais um, Los nenúfares indios, conseguiria seu próprio pavilhão no parque temático de Efteling, nos Países Baixos, em 1966.

Em 15 de dezembro de 1960, dona Fabíola casou-se com Balduíno I, que vinha sendo o rei dos Belgas desde a abdicação de seu pai em 1951. Na cerimônia de casamento na Igreja de Laeken, ela usou uma tiara Art Deco que fora um presente do Estado belga para a mãe do noivo, a princesa Astrid da Suécia. Seu vestido de cetim e martas foi criado pelo estilista Cristóbal Balenciaga.

A revista Time, em sua edição de 26 de setembro de 1960, chamou dona Fabíola, que trabalhava como enfermeira de hospital ao casar-se, de "Garota Cinderella" e a descreveu como "uma mulher jovem e atrativa, ainda que sem beleza" e "do tipo de garota que não seguraria um homem". Na ocasião do casamento, os padeiros espanhóis enviaram honras à nova rainha e criaram um pão em sua homenagem, "o fabíola", consumido até hoje em algumas cidades espanholas.

O casal real não teve filhos, já que as cinco gravidezes da rainha terminaram em abortos espontâneos. Há rumores, entretanto, de que ela tenha dado à luz uma criança natimorta nos anos 60. Em 2008, ela falou abertamente sobre tais abortos.

A 24 de Agosto de 1982 recebeu a Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo.1

Balduíno I morreu em 1993 e foi sucedido por seu irmão mais novo, o príncipe de Liège, que se tornou Alberto II. A rainha Fabíola se mudou do Castelo Real para o mais modesto Castelo de Stuyvenbergh, reduzindo o número de suas aparições públicas para não ofuscar sua cunhada, a rainha Paola.

Admirada por sua devoção à Igreja Católica e a causas sociais, particularmente aquelas relacionadas com distúrbios mentais e doenças de crianças e mulheres do Terceiro Mundo, a rainha Fabíola recebeu, em 2001, a Medalha Ceres, em reconhecimento por seu trabalho na ajuda a mulheres da zona rural de países em desenvolvimento. A medalha foi dada pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura.

Fabíola foi também a presidente de honra da Fundação Rei Balduíno. 

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